desde há algum tempo para cá que só tu me fazes chorar. eu não quero, mas quando penso na tua ausência propositada, nas conversas que poderíamos ter, nos beijos que poderíamos trocar, em tudo o que poderíamos ser e não somos e não temos, um soluço gigantesco fica preso na minha garganta impedindo-me de respirar. depois, só o manancial de lágrimas me lava a alma e me permite continuar, passo a passo a vidinha do costume. de resto, a maioria do tempo nem me lembro que existes. são picos de solitária dor. ainda bem que são poucos, porque agora não tenho tempo para sofrer.