- quem és tu?
- quem és tu?
- quem és tu?
mas a resposta que recebo não me satisfaz. aquela imagem reflectida não sou. não posso ser eu. aquela pessoa que ali vejo não tem brilho, não tem cor, não tem corpo.
- não passas de uma imagem diáfana perdida num vidro esmaltado por trás.- disse-lhe.
- eu sou tu. não duvides. pensa bem. pensa bem.
e eu penso. e eu penso. e talvez a imagem do espelho tenha razão... mas se tiver...eu já não sou....sou apenas uma imagem deformada de mim mesma... uma imagem daquilo que fui outrora. mudei. perdi-me.
perdi-me de mim....





